Integrantes do PL prometem lutar por impeachment de Lula em 2027
Em 26/10/2026
Integrantes do PL, partido de Jair e Flávio Bolsonaro, prometem atuar desde o início da próxima legislatura pela abertura de um processo de impeachment contra o presidente Lula (PT), reeleito neste domingo, 25.
O primeiro movimento dessa estratégia passa pela disputa pelo comando da Câmara e do Senado. Se, diante de uma eventual vitória de Flávio, até setores mais pragmáticos do PL avaliavam que não seria conveniente para o partido controlar simultaneamente as duas Casas, esse cálculo mudou.
A prioridade da legenda passou a ser conquistar as duas presidências para ampliar seu poder de decisão sobre eventuais pedidos de afastamento do presidente da República e criar condições políticas para levar adiante a ofensiva contra Lula.
A bancada do PL terá 121 deputados federais e 29 senadores na próxima legislatura. São números expressivos, mas insuficientes, por si só, para viabilizar um eventual processo de impeachment. A legenda dependerá de uma coalizão com partidos do centrão para dar andamento à iniciativa.
O comando da Câmara e do Senado
Nesse cenário, integrantes do PL tentam convencer Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Rogério Marinho (PL-RN), senador e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, a disputar, respectivamente, as presidências da Câmara e do Senado.
Marinho teria hoje cerca de 35 votos declarados, seis a menos que o necessário para superar o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Alcolumbre, por sua vez, tem dito a aliados que conta atualmente com 48 votos para ser reconduzido ao cargo.
A missão de Sóstenes é mais complicada. Na semana passada, nove partidos do centrão declararam apoio à candidatura de Hugo Motta (Republicanos-PB): União Brasil, PP, Republicanos, MDB, PSDB-Cidadania, Podemos, PSD e Solidariedade. O chamado blocão reúne hoje cerca de 270 deputados.
Outra estratégia do PL a partir de fevereiro será adotar uma postura de oposição sistemática ao governo Lula. Parlamentares da sigla prometem dificultar a agenda do Executivo e impor uma sequência de derrotas ao presidente no Congresso.
“Se depender da gente, nem medida provisória será aprovada”, afirmou um integrante do partido, sob reserva.
O Antagonista
